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Ataque de pânico

Entenda os sintomas e o que fazer

Dados chaves

Segundo a OMS, o Brasil é o país mais ansioso do mundo.(1)

Síndrome do pânico atinge cerca de 6 milhões de brasileiros.(1)

Doenças psiquiátricas e uso de medicamentos para tais ainda são tabus no Brasil.

As mulheres têm o dobro da probabilidade de sofrer um ataque de pânico, em comparação com os homens.(2)

71,9% das pessoas com ataques de pânico também sofrem outro distúrbio mental.(3)

100% das pessoas com ataques de pânico e agorafobia também sofrem outro distúrbio mental.(3)

81% das pessoas com ataque de pânico relatam o seu pico dentro de 10 minutos após o primeiro sintoma.(4)

O que é um ataque de pânico?

Um ataque de pânico é a aparição iminente e inesperada de um medo intenso1, que produz uma profunda sensação de mal-estar e atinge seu auge em poucos minutos. Este medo pode ser causado por uma razão real ou imaginária. Relatos apontam que uma pessoa que sofre ataque de pânico vivencia uma experiência difícil, com o sentimento de perder o controle de si mesmo e do ambiente ao seu redor, com sensações similares ao de uma parada cardíaca ou o sentimento de que pode morrer a qualquer momento.

Os ataques de pânico são completamente involuntários e geralmente ocorrem repentinamente, sem sinais de alerta1. Um ataque de pânico pode ocorrer a qualquer hora e lugar, mas geralmente dura de 5 a 20 minutos. Eles podem afetar negativamente a qualidade de vida, os hábitos diários, o trabalho, os estudos, a relação familiar, as atividades sociais, entre muitas outras. A grande apreensão a respeito dos ataques de pânico é a incapacidade de prever sua frequência e repetições, levando a pessoa a sentir-se insegura e reclusa e, assim, evitando socializações. No entanto, os tratamentos terapêuticos existentes são muito eficazes e ajudam a reduzir a intensidade dos sintomas ao longo do tempo.

David Sicard
David Sicard - Psicólogo clínico:

"Além do medo intenso que as pessoas sentem durante um ataque de pânico, é bastante comum que, na ausência de um ataque de pânico, outro dos desconfortos mais tormentosos é o medo de que o ataque de pânico se repita. Esta sensação de incerteza produz altos níveis de ansiedade e geralmente faz com que as pessoas se retirem para dentro de si mesmas e evitem o contato social a qualquer custo.”

Você sabia

Você sabia...

o medo é diferente da crise de ansiedade! Ele é uma resposta psicológica a uma ameaça iminente, e a ansiedade é uma resposta antecipada a uma ameaça que está no futuro.

O ataque de pânico pode ocorrer à noite?

Ao entardecer do sol, as luzes são reduzidas e a produção natural de melatonina é aumentada, sinalizando que o corpo necessita descansar. Porém, para pessoas que sofrem de ansiedade ou de ataque de pânico, atingir o descanso e relaxamento completo pode ser extremamente difícil. Os ataques de pânico são mais comuns no período entre 1:30 e 3:30 da madrugada, quando, devido ao silêncio, há menos estímulo à distração e mais à preocupação, gerando episódios de estresse e pânico.(5),(6)

Você sabia

Você sabia que...

É comum que as pessoas que desenvolvem ataque de pânico noturno, também apresentem os ataques durante o dia.

O ataque de pânico noturno, assim como o nome sugere, são aqueles que têm início e acordam o indivíduo enquanto este dorme. Geralmente, esse tipo de ataque de pânico dura poucos minutos, porém o tempo para a recuperação (acalmar-se e estar apto a voltar a dormir) pode ser prolongado.

Sintomas e causas de um ataque de pânico

Um ataque de pânico é completamente involuntário e geralmente ocorre inesperadamente, sem sinais prévios. Um ataque de pânico pode ocorrer a qualquer momento e em qualquer lugar, de dia ou à noite: enquanto dirige, na fila do banco, no cinema, em casa antes de ir ao trabalho... Pode acontecer enquanto se anda pela rua, enquanto se faz uma reunião de trabalho, durante um deslocamento com transporte público, em um bar, em um evento social, ou em algum lugar com multidões.

Os ataques de pânico podem ter frequências bem variadas e o intervalo entre os ataques pode ser de dias a anos. Devido a essa instabilidade de predição, outras síndromes associadas podem ser desencadeadas, tais como a agorafobia, que é caracterizada pelo medo gerado em ambientes fechados ou com muitas pessoas, no qual o portador do ataque encontrará muita dificuldade de sair caso tenha ataque de pânico ou de obter o atendimento médico necessário no momento do ataque. Os sintomas de todos os ataques são imediatos e após o episódio geralmente a pessoa que sofreu o mesmo se sente exausta, sem energia devido à resposta que o corpo dá ao ataque.

Como posso saber se estou tendo um ataque de pânico?

A fim de diagnosticar um ataque de pânico, pelo menos 4 ou mais dos seguintes sintomas devem estar presentes:

Suor excessivo

Suor excessivo

Medo de morrer

Medo de morrer

Tremores

Tremores

Aceleração do ritmo cardíaco

Aceleração do ritmo cardíaco

Sensação de falta de ar, asfixia

Sensação de falta de ar, asfixia

Dificuldade para respirar

Dificuldade para respirar

Náusea

Náusea

Dor no peito ou sensação de aperto na região

Dor no peito ou sensação de aperto na região

Tontura, perda de equilíbrio ou desmaio

Tontura, perda de equilíbrio ou desmaio

Sentimento de formigamento ou dormência no corpo

Sentimento de formigamento ou dormência no corpo

Sentimento de calor ou calafrios

Sentimento de calor ou calafrios

Medo de perder o controle

Medo de perder o controle

sensação de desconexão com a realidade

Sentimento de "desapego de si mesmo", sensação de desconexão com a realidade

O que pode causar um ataque de pânico?

As causas do ataque de pânico podem ser variadas. Os fatores mais influentes são a composição genética, o estresse e a ansiedade intensa, temperamento, alguns traços de personalidade que podem torná-lo mais vulnerável ou propenso a emoções que geram desconforto psicológico. Outros fatores podem ser descritos como o uso abusivo de certos medicamentos, drogas ou álcool.

Além disso, os fatores de risco incluem: a presença de outros membros da família que sofrem ataques de pânico, a perda de um ente querido, uma mudança repentina como a chegada de uma criança ou um divórcio, a doença de um ente querido, o uso excessivo de álcool e de substâncias psicoativas, ou experiências traumáticas da infância e da adolescência, como um abuso.

Lembre-se: O diagnóstico de um ataque de pânico é feito por um psicólogo clínico ou psiquiatra.(7) Inicialmente, o especialista verificará se os ataques são devidos a uma causa patológica, como doença da tireóide ou cardiovascular, ou se os ataques de pânico são causados pelo uso de substâncias psicoativas, álcool, etc.

O diagnóstico exigirá um exame clínico, um exame de sangue para medir o TSH (hormônio estimulador da tireóide), um eletrocardiograma e, é claro, testes psicométricos ou psicológicos, além de uma avaliação profunda de saúde mental.

É necessário que durante a sessão de psicoterapia e anamnese clínica, seja feito um registro de história familiar e individual, fobias e os eventos que ocorreram os quais poderiam desencadear o início destes sintomas.

O que fazer em um ataque de pânico?

Você provavelmente já se perguntou o que fazer em um ataque de pânico. Uma vez que os ataques de pânico ocorrem repentinamente e sem premeditação, é importante que você tenha algumas técnicas na manga para estar melhor preparado e saber como acalmar um ataque de pânico.

Aqui estão 5 dicas principais sobre como acalmar-se em um ataque de pânico:

Identificar os sintomas físicos

1º Identificar os sintomas físicos

A primeira coisa a fazer é estar atento ao ataque de pânico que você está prestes a experimentar. Você faz isso identificando os sinais que seu corpo está mostrando. Antes que o ataque de pânico atinja sua intensidade máxima, você pode notar o seu coração acelerado, você sente uma sensação de calor ou tremores, você transpira excessivamente e sente falta de ar. Quanto mais rápido você identificar estes sinais, mais rápido você poderá reagir.

Encontre um lugar tranquilo rapidamente

2º Encontre um lugar tranquilo rapidamente

Além do medo intenso e da ansiedade que um ataque de pânico pode causar, é provável que você se sinta ansioso porque outras pessoas o estão te observando durante o ataque. Portanto, para reduzir seus níveis de agitação, procure um lugar mais isolado, como um banheiro, uma sala ou um canto onde haja poucas pessoas.

Feche os olhos

3º Feche os olhos

Feche os olhos e cubra-os com as mãos ou com um objeto, se possível (lenço ou casaco). Ter seus olhos completamente cobertos permite que fatores ambientais aversivos ou estressantes, tais como pessoas, objetos, cores e sons, não gerem ansiedade. Quanto mais se pode isolar os estímulos externos, menos provável é que o ataque de pânico aumente de intensidade.

Respire diafragmaticamente

4º Respire diafragmaticamente

Esta é uma técnica terapêutica para permitir que sua mente e seu corpo entrem num estado de relaxamento e diminuir o medo intenso produzido pelo ataque de pânico. Respiração diafragmática significa respirar com o diafragma, ou seja, é seu estômago que "infla e esvazia" com o ar que você inspira e expira, e NÃO seu peito que se move como normalmente se move.

Sente-se onde puder e inale ar sem mexer o peito, encha o estômago e conte até 3. Expire o ar sem permitir que seu peito se mova e esvazie seu estômago. Faça isto lenta e ritmicamente por pelo menos 5 minutos continuamente. A respiração controlada oxigena seu cérebro e permite que o fluxo sanguíneo de seu corpo se distribua normalmente(8) Isto permite que você pense mais claramente e ajuda a controlar suas emoções.

Pedir ajuda

5º Pedir ajuda

Caso as etapas acima não sejam suficientes para diminuir a intensidade do ataque de pânico, peça ajuda a um amigo ou membro da família. Lidar com um ataque de pânico sozinho não é para todos, portanto, se você se sentir mais confortável em estar acompanhado por outra pessoa, faça-o sem hesitação. A companhia de uma pessoa de confiança pode ser útil não apenas para ajudá-lo a se acalmar, mas também para lhe ajudar com alguns medicamentos prescritos por seu médico.

Cuidado: Estas dicas não substituem em nenhuma circunstância o tratamento psicológico e psiquiátrico que é clinicamente necessário para enfrentar ataques de pânico ou distúrbios de pânico.

Ataque de pânico, como posso ajudar?

Como ajudar um amigo que sofre de ataques de pânico?

Você pode ter visto um amigo ou familiar passar por uma crise de ataque de pânico e provavelmente foi uma situação que o pegou de surpresa. É difícil saber o que fazer, o que dizer ou como reagir nestes casos, mas você não está sozinho. Aqui estão os conselhos passo a passo sobre como ajudar alguém que sofre de um ataque de pânico:

Fique calmo

Fique calmo

As emoções são frequentemente contagiosas, especialmente a intensidade do medo e ansiedade que seu amigo ou familiar experimenta durante um ataque de pânico. Assim, o primeiro passo é manter-se calmo diante do ataque de pânico que seu amigo ou membro da família está sofrendo. Este primeiro passo é crucial dado o quão repentino e rápido o ataque de pânico pode aumentar (em questão de minutos), e a fim de ajudar seu amigo ou membro da família você precisa estar calmo e o mais centrado possível.

Encontre um espaço isolado

Encontre um espaço isolado

Quando o ataque de pânico começa, é importante encontrar um espaço livre de muitos estímulos visuais e auditivos, onde você possa levar seu amigo ou membro da família. Geralmente, é mais fácil para a pessoa reduzir o nível de pânico e ansiedade se ela não estiver em público.

Faça contato visual

Faça contato visual

Peça a seu amigo ou parente que o olhe nos olhos e se concentre em fazer contato visual direto com você. Você pode segurar os braços ou as mãos da pessoa em crise com muita gentileza e devagar, ao mesmo tempo em que lhe pede novamente que o olhe nos olhos. Isto ajuda a pessoa a isolar os outros estímulos e estresse do ambiente, como o ruído, as pessoas, os objetos e concentrar sua atenção em uma única atividade: olhar nos seus olhos. Desta forma, você começa a pedir calma emocional em meio à crise do pânico.

Faça respiração diafragmática conjunta

Faça respiração diafragmática conjunta

Enquanto o contato visual é direto com a pessoa em crise, você lhe pedirá para respirar a tempo com você. Peça a seu amigo ou familiar que se concentre na respiração deles e na sua. O que significa respiração diafragmática? Significa respirar usando o diafragma.(6) Quando você respira normalmente, é seu peito que normalmente se contrai conforme seus pulmões se enchem de ar. Neste caso, o que queremos é que seu peito fique o mais imóvel possível, e quando você respira, é seu estômago que sobe e desce com o ar que você inspira e expira.

Você vai dizer a seu amigo ou familiar para inalar profundamente, mas sem mexer o peito, mas ao inflar o estômago, faça-o ao mesmo tempo. Depois conte até 3 para prender a respiração e depois disso, peça-lhes que exalem lentamente enquanto observam seu estômago esvaziar ou baixar. Repita este exercício por pelo menos 5 minutos. Fazer a pessoa respirar lenta e ritmicamente é muito importante. Além disso, durante o processo de respiração, que não se perca o contato visual, até que a pessoa atinja um estado ótimo de calma.

Crise de ansiedade e o ataque de pânico

Apesar de muitos pensarem que crise de ansiedade e ataque do pânico trata-se da mesma condição, é importante pontuar que eles são diferentes, tanto nas causas quanto na duração e frequência.(7)

Crise de Ansiedade Ataque de Pânico
O que é Crise de ansiedade é uma resposta antecipada a uma ameaça percebida e desconhecida e os sintomas variam de médio a severo e são graduais em intensidade. O ataque de pânico é o súbito início de um medo intenso acompanhado de sintomas físicos. Este medo intenso é uma resposta psicológica a uma ameaça presente ou iminente.
Duração Crises de ansiedade podem perdurar por um longo período. A ansiedade funciona na forma de uma curva, ou seja, ela aumenta gradualmente até atingir sua intensidade máxima em cerca de 30 minutos. Depois de 20 a 30 minutos, é comum encontrar um estado de calma. Embora a ansiedade seja transitória, ela pode se tornar crônica e generalizada. Ataques de pânico ocorrem sem gatilhos específicos e duram poucos minutos. A maioria dos ataques de pânico pode durar de 5 a 20 minutos mais ou menos, mas atingir sua intensidade máxima em poucos minutos.
Ocorrência A ansiedade pode surgir a qualquer momento. Um ataque de pânico não pode ser evitado, portanto pode acontecer a qualquer momento.
Sintomas
  • Tremores, insônia e inquietação
  • Falta de ar e fadiga, suor excessivo
  • Dores de cabeça, palpitações
  • Problemas gastrointestinais
  • Dificuldade de relaxar e dormir e dores musculares
  • Irritabilidade e facilidade em alterar o humor
  • Apresentar a sensação de perda geral do controle
  • Sentimento de estar louco(a)
  • Medo intenso de morrer
  • Sentir-se fora de si, como uma despersonalização e distante de tudo que o rodeia
Presença de fobias Sem presença de agorafobia Há presença de agorafobia, entre outras fobias tais como a claustrofobia.

A crise de ansiedade é a reação do corpo às emoções vs. o perigo. A crise de ansiedade se dá por períodos longos, de pelo menos 6 meses, de preocupações, incômodo e estresse. As crises podem durar de minutos a horas e podem ser menos intensas que os ataques de pânico, porém elas são contínuas e com alta frequência, podendo ocorrer diariamente. Além do mais, a ansiedade pode ser confundida com sintomas de depressão, porém ela é mais focada na preocupação com eventos futuros.

O ataque de pânico vem de repente e não é causado por um gatilho específico e conhecido, sendo assim, gerado por causas desconhecidas. O pico do ataque de pânico ocorre em 10 minutos de crise, após isso, a tendência é reduzir de intensidade até a pessoa não apresentar mais nenhum sintoma. Porém os ataques de pânico podem variar de 20-30 minutos. O ataque de pânico pode ser confundido com infarto, ao que se diferem no aspecto de que no infarto a dor é de aperto no coração, que se espalha para o lado esquerdo do peito e do braço, já no ataque de pânico a dor é de pontada no peito e com forminagemento.(9)

O doctoranytime indica procurar a assistência de um profissional se sentir um ou mais dos sintomas mencionados acima.

Como tratar um ataque de pânico?

É muito importante consultar um especialista em saúde mental para diagnosticar e tratar ataques de pânico. Se os ataques de pânico não forem tratados, eles podem piorar e transformar-se em distúrbio de pânico.(10)

Os principais tratamentos são a psicoterapia e a medicação com drogas psicotrópicas. O psiquiatra é o único especialista autorizado a prescrever medicação para esta condição. Entretanto, iniciar um processo de terapia contínua com um psicólogo também é essencial; na maioria dos casos, a medicação por si só não trará a mudança e melhoria desejada.

Como tratar um ataque de pânico?

A psicoterapia é fundamental para compreender as causas, os efeitos, o significado das crises e as técnicas para superá-las, além de ser um dos espaços mais propícios para conhecer-se e aos poucos controlar e livrar-se desta condição.

Quando ir a um psicólogo ou psiquiatra?

Ter quaisquer sintomas de um ataque de pânico é motivo suficiente para consultar um especialista em saúde mental. Negligenciar os sintomas agravará a condição e poderá levar a um distúrbio de pânico. Além disso, é essencial descartar qualquer causa médica que possa estar causando sintomas similares aos de um ataque de pânico, razão pela qual você deve consultar seu médico.

Quando ir a um psicólogo ou psiquiatra?

O custo do tratamento para ataques de pânico variará de acordo com o especialista em saúde mental que você escolher. Também dependerá do custo da psicoterapia e da terapia psicofarmacológica (medicação) que lhe for prescrita. Os custos médios são:

Consulta e tratamento para ataques de pânico com um psicólogo/psicanalista de R$ 150,00 a 500,00 reais

Consulta e tratamento de ataques de pânico com um psiquiatra de R$ 250,00 a R$ 800,00 reais

Nas sessões de psicologia, uma Terapia Cognitivo-Comportamental é o tratamento mais recomendado, com uma média de 12 a 25 sessões necessárias. Esse número pode mudar drasticamente dependendo da resposta do indivíduo.

Mitos e verdades sobre um ataque de pânico

Mito #1

Não há cura para ataques de pânico.

A verdade

Os ataques de pânico têm cura. Eles não são uma doença crônica ou incurável. Um processo psicoterapêutico e, em alguns casos, a medicação apropriada será suficiente para tratar ataques de pânico na raiz. Tratados no tempo e da maneira correta, os ataques de pânico não devem ser uma condição vitalícia, mas sim situacional e transitória. Entretanto, se não tratados, podem ter consequências muito negativas para a saúde física e mental.

Mito #2

Durante um ataque de pânico, posso ter um ataque cardíaco.

A verdade

O coração é projetado para ter mudanças bruscas sem grandes dificuldades, portanto, um coração saudável pode resistir a um ataque de pânico. Na verdade, a sensação de "ter um ataque cardíaco" é causada pelo nível de medo intenso experimentado durante o ataque de pânico, é mais imaginário do que real.

Mito #3

Eu posso perder a cabeça ou enlouquecer de um ataque de pânico.

A verdade

O ataque de pânico é transitório, portanto não pode desencadear uma psicose estabelecida ou de longo prazo (perda do sentido da realidade). Portanto, você não ficará "louco" se tiver um ataque de pânico. Este é mais um sentimento causado pelo ataque de pânico, é um sintoma do medo repentino e intenso que você pode experimentar durante os 5 a 20 minutos do episódio.

Mito #4

Somente psiquiatras têm o poder de prescrever medicamentos para ataques de pânico.

A verdade

Os psicólogos não podem medicar seus pacientes para ataques de pânico, nem para qualquer outra condição mental. Não está dentro de seus poderes e, embora eles saibam muito sobre farmacologia, não podem prescrever medicamentos. Suas funções estão focalizadas na prática da psicoterapia. Portanto, a pessoa delegada para prescrever o medicamento é o psiquiatra. Os psicólogos clínicos oferecem tratamentos terapêuticos que são fundamentais para tratar ataques de pânico, já que a ingestão de medicamentos sozinha pode não ter o efeito desejado.

Perguntas mais frequentes: Ataque de pânico

Existem ataques de pânico noturnos?

Sim, um ataque de pânico noturno é um tipo de ataque de pânico inesperado.1 Caracteriza-se pelo fato de que a pessoa acorda imediatamente em estado de pânico, ou seja, não tem tempo para se levantar antes que o ataque ocorra, enquanto que o ataque de pânico não noturno só ocorre quando a pessoa desperta totalmente do sono.

Quais são os fatores de risco para sofrer um possível ataque de pânico?

Existem outros fatores de risco, como a presença de outros membros da família que sofrem ataques de pânico(11):

  • A perda de um ente querido.
  • Uma mudança repentina, como a chegada de um filho ou um divórcio.
  • Doença de um ente querido.
  • Uso excessivo de álcool e substâncias psicoativas.
  • Experiências traumáticas da infância e da adolescência, como abuso.
  • A experiência de altos níveis de estresse pode ser um gatilho para um ataque de pânico.
Qual é a melhor maneira de tratar um ataque de pânico?

Os principais e melhores tratamentos para ataques de pânico são a psicoterapia e a psicomedicação. A psicoterapia permite conhecer a si mesmo, entender de onde vêm os ataques de pânico, quais são os gatilhos, os fatores de risco e, acima de tudo, permite aprender técnicas para controlar o medo intenso e a ansiedade. As técnicas prescritas por seu psicólogo ou psiquiatra serão fundamentais para seu processo de recuperação.

Como se pode evitar um ataque de pânico?

Não há como evitar um ataque de pânico, dada sua natureza repentina e imediata. Entretanto, é aconselhável fazer exercícios e encontrar maneiras de reduzir ou controlar o estresse. Além disso, uma maneira de evitar que um ataque de pânico se torne um distúrbio é consultar um psicólogo ou psiquiatra e, é claro, seguir exatamente o tratamento que ele(a) sugere.

Quais são as complicações de um ataque de pânico?

As complicações se baseiam principalmente na qualidade de vida e no prejuízo que pode ocorrer. Você pode ter dificuldades em suas relações sociais, familiares, com seu parceiro, no trabalho ou na universidade. Tornar-se mais propenso à ansiedade e à depressão também é um risco se os ataques de pânico não forem tratados a tempo. Outras fobias e até mesmo tendências suicidas também podem ser desencadeadas.(12)

Quais são as complicações de um ataque de pânico?

As complicações se baseiam principalmente na qualidade de vida e no prejuízo que pode ocorrer. Você pode ter dificuldades em suas relações sociais, familiares, com seu parceiro, no trabalho ou na universidade. Tornar-se mais propenso à ansiedade e à depressão também é um risco se os ataques de pânico não forem tratados a tempo. Outras fobias e até mesmo tendências suicidas também podem ser desencadeadas.(12)

Nota: o termo "médico" é usado por fins de brevidade e objetiva incluir todos os profissionais da saúde.
Referências

1. Associação Psiquiátrica Americana. (2013). Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais (DSM 5). Amer Psychiatric Pub Inc: Virgínia, EUA

2. Sheikh, J. I., Leskin, G. A., & Klein, D. F. (2002). Gender differences in panic disorder: findings from the National Comorbidity Survey. American Journal of Psychiatry, 159, 55-58.

3. Kessler, R. C., Chiu, W. T., Jin, R., Ruscio, A. M., Shear. K., & Walters, E. E., 2006. The epidemiology of panic attacks, panic disorders, and agoraphobia in the National Comorbidity Survey Replication. Arch. Gen. Psychiaty, 63, 415-424.

4. Craske, G. M., Kircanski, K., Phil, M. A. C., and others, 2010. Panic disorder: a review of DSM-IV panic disorder and proposals for DSM-V. Depression and anxiety, 0, 1-20.

5. Nocturnal panic attacks: What causes them? (2018, January 12). Mayo Clinic. , https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/panic-attacks/expert-answers/panic-attacks/faq-20057984

6. Campbell, L. (2020, March 28). Why Is My Anxiety Worse at Night? Healthline. , https://www.healthline.com/health/anxiety/anxiety-worse-at-night#Understanding-whats-happening

7. Na, K.-S., Cho, S.-E., & Cho, S.-J. (2021). Machine learning-based discrimination of panic disorder from other anxiety disorders. Journal of Affective Disorders, 278, 1–4. https://doi.org/10.1016/j.jad.2020.09.027

8. Murray, H. B., Zhang, F., Call, C. C., Keshishian, A., Hunt, R. A., Juarascio, A. S., & Thomas, J. J. (2021). Comprehensive Cognitive-Behavioral Interventions Augment Diaphragmatic Breathing for Rumination Syndrome: A Proof-of-Concept Trial. Digestive Diseases & Sciences, 66(10), 3461–3469. https://doi.org/10.1007/s10620-020-06685-6

9. NAMI. (2021, May 10). Anxiety And Fear: What’s The Difference? | NAMI: National Alliance on Mental Illness. National Alliance on Mental Ilness. , https://www.nami.org/Blogs/NAMI-Blog/May-2021/Anxiety-And-Fear-What-s-The-Difference

10. HANATANI, T., SUMI, N., TAGUCHI, S., FUJIMOTO, O., NAN, N. H., & TAKEDA, M. (2005). Event-related potentials in panic disorder and generalized anxiety disorder. Psychiatry & Clinical Neurosciences, 59(1), 83–88. https://doi.org/10.1111/j.1440-1819.2005.01336.x

11. Bruna, M. H. V. (2020, August 11). Síndrome do pânico. Drauzio Varella. , https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/sindrome-do-panico/

12. Clínica Mayo (n.d.). Site oficial , , www.mayoclinic.org/diseases-conditions/panic-attacks/symptoms-causes/syc-20376021

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